quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Número de mortos em rodovias federais cai 3,3% em 2013

Dados foram divulgados pela PRF; total de acidentes cresceu 0,7%

Gabriel Castro e Marcela Mattos, de Brasília
Policial faz patrulha em rodovia federal
Policial faz patrulha em rodovia federal (Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press)

O número de mortos nas rodoviais federais caiu 3,3% em 2013, na comparação com o ano anterior. Ao todo, 8.375 pessoas perderam a vida em acidentes nestas estradas, ante 8.661 em 2012. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com o balanço, o número de feridos caiu 1,3%: foram 104.385 pessoas feridas durante 2013. O total de acidentes, entretanto, se elevou 0,7% entre um ano e outro. Em 2013, a PRF registrou 185.877 colisões, contra 184.503 no ano anterior.

Apesar de o número de mortes continuar elevado, a PRF afirma que a evolução dos números é positiva, especialmente porque a frota aumentou 8% entre um ano e outro. Atualmente, há 81,7 milhões de veículos em circulação no país.

Do total de acidentes, 26,9% ocorreram nos cem trechos mais perigosos. Estes mesmos locais, que equivalem a menos de 1,5% dos 68 mil quilômetros de rodovias federais, registraram 9,6% do total de mortes do ano passado.

O relatório da PRF aponta ainda que o endurecimento da Lei Seca não foi o suficiente para retirar motoristas embriagados do trânsito. Em 2013, 38.079 motoristas foram flagrados sob efeito do álcool. Desses, 11.668 foram presos – sanção extrema motivada quando o motorista se recusa a passar pelo teste do bafômetro ou apresenta taxa superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue. O número de prisões foi 36% maior quando comparado ao de 2012, quando 8.700 motoristas foram parar na cadeia por terem ingerido algum tipo de bebida alcoólica.

MARINA SILVA NA MÍDIA

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Economista da FGV diz que alimentação será fiel da balança da inflação em 2014


Agência Brasil
O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), avaliou hoje (10) que as variáveis que se destacaram no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 não surpreenderam, “porque a gente esperava mesmo uma alta da gasolina e das passagens aéreas. Mas a magnitude veio um pouquinho acima do que a gente estimava”.
A inflação de 5,91% em 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um pouco maior do que a expectativa do mercado, que girava em torno de 5,74%, e superou a do ano passado (5,84%).
Para o economista, o resultado do IPCA de 2013 não muda muito a realidade deste ano. Ele disse que a taxa do ano passado poderia ter sido maior se não fosse o bom comportamento dos preços monitorados, que subiram 1,6%, em média. “Como existe uma agenda de reajustes para 2014, é provável que a taxa não se repita ao longo deste ano”. Isso sinaliza que a participação dos preços administrados na inflação vai subir.
Em relação aos preços livres, que tiveram expansão próxima de 9% em 2013, Braz prevê que não deverá ocorrer uma mudança abrupta de patamar. “Em 2014, vai continuar exercendo influência no IPCA”.
O economista da FGV avaliou que o fiel da balança neste ano vai ser o grupo alimentação. “É a classe de despesa com maior potencial de desaceleração”. A taxa superou 8% e ficou um pouco menor que em 2012. “Mas eu acho que em 2014 há chance de cair um pouco mais. As previsões de safra são mais otimistas e isso deve ajudar a conter avanços de preços”.
André Braz salientou a questão do câmbio, que pode reter um pouco do potencial de desaceleração do grupo alimentação. Explicou que novas desvalorizações cambiais tornam alguns grãos mais caros, como o trigo, por exemplo, e isso tem repasse certo para os produtos ao consumidor. Por isso, disse que “2014 não vai ser um ano tão fácil e pode ser, até, que a inflação venha acima da registrada no ano passado”.
Na estimativa de André Braz, a inflação de 2014 pode fechar próxima de 6% ou ficar um pouco acima desse índice. Reiterou, porém, que isso vai depender da trajetória dos preços monitorados, como passagem de ônibus e gasolina, em especial, porque são preços controlados, mas que não têm uma regra explícita que permita antecipar contribuição para a inflação.


Tags: dados, economia, FGV, IBGE, inflação

Economista da FGV diz que alimentação será fiel da balança da inflação em 2014


Agência Brasil
O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), avaliou hoje (10) que as variáveis que se destacaram no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 não surpreenderam, “porque a gente esperava mesmo uma alta da gasolina e das passagens aéreas. Mas a magnitude veio um pouquinho acima do que a gente estimava”.
A inflação de 5,91% em 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um pouco maior do que a expectativa do mercado, que girava em torno de 5,74%, e superou a do ano passado (5,84%).
Para o economista, o resultado do IPCA de 2013 não muda muito a realidade deste ano. Ele disse que a taxa do ano passado poderia ter sido maior se não fosse o bom comportamento dos preços monitorados, que subiram 1,6%, em média. “Como existe uma agenda de reajustes para 2014, é provável que a taxa não se repita ao longo deste ano”. Isso sinaliza que a participação dos preços administrados na inflação vai subir.
Em relação aos preços livres, que tiveram expansão próxima de 9% em 2013, Braz prevê que não deverá ocorrer uma mudança abrupta de patamar. “Em 2014, vai continuar exercendo influência no IPCA”.
O economista da FGV avaliou que o fiel da balança neste ano vai ser o grupo alimentação. “É a classe de despesa com maior potencial de desaceleração”. A taxa superou 8% e ficou um pouco menor que em 2012. “Mas eu acho que em 2014 há chance de cair um pouco mais. As previsões de safra são mais otimistas e isso deve ajudar a conter avanços de preços”.
André Braz salientou a questão do câmbio, que pode reter um pouco do potencial de desaceleração do grupo alimentação. Explicou que novas desvalorizações cambiais tornam alguns grãos mais caros, como o trigo, por exemplo, e isso tem repasse certo para os produtos ao consumidor. Por isso, disse que “2014 não vai ser um ano tão fácil e pode ser, até, que a inflação venha acima da registrada no ano passado”.
Na estimativa de André Braz, a inflação de 2014 pode fechar próxima de 6% ou ficar um pouco acima desse índice. Reiterou, porém, que isso vai depender da trajetória dos preços monitorados, como passagem de ônibus e gasolina, em especial, porque são preços controlados, mas que não têm uma regra explícita que permita antecipar contribuição para a inflação.


Tags: dados, economia, FGV, IBGE, inflação

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

MIRO TEIXEIRA NO PANORAMA POLÍTICO (O GLOBO - ILIMAR FRANCO)
Cabo de guerra
A Rede está se fortalecendo no interior do PSB. Os socialistas resistem no cotovelo. Mas ganha terreno a possibilidade de apoio das candidaturas de Miro Teixeira (PROS) ao governo do Rio e de Walter Feldmann (PSB/Rede) em São Paulo. (Foto: Arquivo)


O trecho supra foi destacado da seguinte matéria, publicada hoje em "O Globo":


Panorama Político - 07-01-2014 (Ilimar Franco)
 
A Câmara parada

              Aumenta a temperatura entre o Planalto e o comando da Câmara. A Casa não vota desde setembro. O ano é de reeleição. E, há projetos de interesse dos eleitores na fila para votar. Entre estes: regular a PEC das domésticas; piso salarial dos policiais e dos agentes de saúde; fim do fator previdenciário; tornar a corrupção crime hediondo; e, Ficha Limpa para servidor público dos três Poderes.

O PT leva um chega para lá
O Planalto está informando aos petistas que eles devem reduzir a fome para a reforma ministerial. O partido quer fazer o sucessor da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Os paulistas têm até um candidato, o deputado Ricardo Berzoini. Acontece que a presidente Dilma não abre mão de ter ao seu lado, no Palácio, nomes de sua mais absoluta confiança. Por isso, Aloizio Mercadante (Educação) está bem posicionado para a Casa Civil e Ideli Salvatti a ficar em seu lugar. Ela perdeu a disputa interna no PT catarinense para concorrer ao Senado. E, é tarde para Ideli organizar campanha para deputado federal sem ter que atropelar os “companheiros”.

A paciência já se esgotou. Vamos votar o Marco Civil da Internet com ou sem acordo, para aprovar ou rejeitar, no retorno do recesso

Henrique Eduardo Alves
Presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RN)Cabo de guerra
A Rede está se fortalecendo no interior do PSB. Os socialistas resistem no cotovelo. Mas ganha terreno a possibilidade de apoio das candidaturas de Miro Teixeira (PROS) ao governo do Rio e de Walter Feldmann (PSB/Rede) em São Paulo.
Só na água
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi parada na madrugada de ontem em blitz da Lei Seca, na Rua do Catete. Ela foi reconhecida, cumprimentada pelo guarda. Mas este pediu para Jandira descer do carro e entrar na fila do bafômetro. Ele foi liberada, o teste deu negativo. Jandira tinha passado o dia num churrasco, mas se limitou a consumir sucos e água.Vem aí, mais médicos
As universidades federais abriram este ano 60% a mais de vagas para Medicina. Em 2013, foram oferecidas pelo SISU pouco mais de 1.800 vagas para o curso em todo o país. Para este ano, chegaram a 2.950 os lugares disponíveis.Fica combinado assim
O DEM perdeu a Secretaria da Agricultura de Minas Gerais. Assumiu um deputado do Solidariedade, o Zé Silva, e suplente Mário Heringer (PDT) se manteve na Câmara. A explicação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para os aliados do DEM: “Para eu fortalecer vocês, antes vocês tem que me fortalecer”.Factóide da Copa
As ameaças do governo para forçar as empresas aéreas a baixarem seus preços, para a Copa, não assustam. Não há tempo para abrir o mercado para empresas estrangeiras nem há espaço disponível para atendê-las nos aeroportos.
A fila anda
Com a prisão de João Paulo Cunha (PT-SP) decretada, petista Iara Bernardi será efetivada na vaga. Para assumir como suplente será chamado Gustavo Petta (PCdoB). Mas se ele não aceitar, a próxima da fila é Maria Lúcia Prandi Gomes (PT).
O vice Michel Temer vai reunir, dia 17, os 92 prefeitos do PMDB paulista para apoiar a chapa Paulo Skaf governador/Dilma presidente.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

PRF reforça fiscalização nos 100 trechos mais perigosos das estradas federais
 
 
19/12/2013 - 19h10
Aline Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo lançou hoje (19) a terceira edição da Operação Rodovida que visa a reduzir acidentes graves nas rodovias durante as festas de fim de ano, férias e o carnaval. A operação ocorrerá nos 100 trechos apontados como os mais perigosos das rodovias federais do país, conforme levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Entre eles, estão trechos da Rodovia Litoral Sul, em Santa Catarina; da Fernão Dias, em Minas Gerais; e da Novadutra, em São Paulo. Cada trecho equivale a 10 quilômetros. A lista completa está disponível no site do Ministério da Justiça.
Segundo os dados, o trecho mais perigoso do país fica entre o quilômetro 200 e o quilômetro 210 da Litoral Sul (BR-101), em Santa Catarina, onde foram registrados 1.049 acidentes, com 516 feridos e 13 mortos em 2013. O Brasil tem cerca de 50 mil quilômetros de estradas federais.
De acordo com o coordenador-geral substituto da PRF, Stênio Pires, este ano, mais de 26% dos acidentes, 19,4% dos acidentes com feridos e 9,6% dos acidentes com mortes em rodovias federais ocorreram nos 100 trechos mais perigosos. "Nas rodovias federais, a gravidade dos acidentes está intimamente relacionada ao excesso de velocidade", disse.
A PRF prevê mais de 1.130 ações de fiscalização, nas quais serão usados 920 novos veículos e mais 130 radares móveis. A fiscalização vai verificar a condução dos motociclistas, alta velocidade, ultrapassagem e consumo de bebida alcoólica. Os agentes também irão trabalhar em vias que dão acesso aos trechos perigosos. A operação ocorrerá de 19 de dezembro a 31 de dezembro 2013 e será retomada de 21 de fevereiro a 9 de março de 2014.
Desde o início da Rodovida, houve queda de 24,5% na taxa de mortes nas estradas por milhão de veículos, apesar do aumento de 17,5% da frota.
A operação inclui a campanha Resgate, que este ano traz imagens de um resgate de um acidente real em uma rodovia mineira devido à uma ultrapassagem inadevida. A ideia é conscientizar os motoristas sobre dirigir com cuidado. "Nós só vamos conseguir chegar a patamares elevados de redução [de acidentes] quando elevarmos o nível de conscientização das pessoas", avaliou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Para o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, esta é uma forma de provocar a população e mostrar que o tema é sério.
Além da PRF, participam da operação os departamentos de trânsito estaduais e as polícias militares.
 
Edição: Carolina Pimentel
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